Dicas de Auto Elétrica para o seu carro.

Uma enorme quantidade de problemas de mecânica e elétrica que um carro pode apresentar é grande e isso tem tornado a vida do mecânico automotivo cada dia mais difícil, pois é quase impossível um único profissional dominar todos os defeitos que podem ocorrer em um automóvel. Por este motivo nos do Dicas Mecânicas elaboramos esta lista que contem varias dicas de problemas automotivos e procedimentos de mecânica e elétrica que iram te ajudar na hora de realizar  o diagnostico de um defeito que esteja tirando o seu sono.

Auto Elétrica de Carro em Três Lagoas
Serviço de auto elétrica em Três Lagoas, MS

01- Velas de Ignição: Verifique as condições das  velas de ignição quanto a eletrodos desgastados, pois isto pode provocar  uma mistura muito rica causando eventuais problemas relacionados a sonda lambda. Confira também se a aplicação da vela esta correta, a instalação de velas não especificadas pelo fabricante podem prejudicar o funcionamento da Unidade de Comando Eletrônica (U.C.E.), gerando falhas ou até mesmo danos seríssimos ao motor.
02- Tampa do Distribuidor e rotor: Nos carros que fazem uso do distribuidor é sempre bom verificar se não existe umidade, tricas e oxidação excessiva nos terminais elétricos. Estes tipos de problemas podem causar falhas no motor ou até mesmo dificultar na partida do mesmo.
03- Cabos de Velas: verifique se não ha cortes ou perfurações nos cabos, pois isto pode provocar fuga de centelha (centelha escapando) do cabo para o motor ou qualquer outro aterramento elétrico. Confira  com um multímetro automotivo a continuidade do cabo e observe também se os contatos elétricos do mesmo não estão oxidados.
04- Bobina de Ignição: Faça uma inspeção visual para verificar a existência de trincas e com o uso de uma ferramenta denominada centelhador verifique a qualidade da centelha produzida por esta bobina.
05-Combustível adulterado: O uso de combustível de má qualidade pode dificultar muito o diagnostico de um problema pois ele pode fazer com que a sonda lambda gere informações incorretas prejudicando o funcionamento do motor. O Combustível adulterado também pode danificar outros componentes do seu carro como: bomba de combustível, bicos injetores, velas de ignição e até mesmo partes internas do motor.
06- Baixa Compressão do Motor: A Baixa compressão de um ou mais cilindros pode ser provocada por pouca folga entre came e tuchos, camisa com desgaste excessivo (ovalizada), carbonização excessiva. Lembre-se que sempre que for realizar um teste de compressão do motor, não pode existir centelha e nem a injeção de combustível, por isso desconecte a central, bobina, reles de potencia, fusíveis ou que for mais fácil.
07- Vazamento de cilindros:  Este tipo de problema pode ocasionar falhas, baixo desempenho, estouros, etc. e geralmente é causado por mal assentamento de válvulas, junta de cabeçote danificada, deficiência dos anéis de seguimento e outros.
08- Nível de Carga da Bateria: sempre que for iniciar o diagnostico de algum defeito no sistema de injeção eletrônica ou na parte elétrica, comece verificando o nível de carga da bateria automotiva. Muitos problemas elétricos tem como origem a bateria, mas poucos os profissionais que a dão a devida atenção.
09-  Aterramento, Cabos Positivos e suas conexões: avalie estes itens a procura de oxidações, mau contatos, cabos rompidos ou com dimensões  inferiores ao original. Esse tipo de problema pode provocar dificuldade no acionamento do motor de arranque, baixo desempenho, desligamento repentino do motor e falhas generalizadas na iluminação do veiculo.
Motor de Partida ou Motor de Arranque
FIAT Palio, Strada, Siena: Motor não vira quando esta quente
10- Chicote elétrico:  Faça uma analise visual em todo o chicote elétrico a procura de partes do mesmo que estejam em atrito com o motor ou a carroceria do automóvel, este tipo de contato pode levar a curto circuito entre fios do chicote com o aterramento do motor, causando vários tipos de defeitos. De uma atenção especial ao chicote que esta conectado a U.C.E. pois problemas nesta área  pode levar a queima da central.
11- Filtros de ar: Quando o filtro de ar esta em mas condições ele pode dificultar ou até mesmo impedir a passagem do ar, causando mal funcionamento no motor e falhas que não são indicadas por rastreadores. Isto acaba nos enganando e deixando o diagnostico mais demorado.
12- Filtros de Combustível: Sempre que detectar uma pressão e vazão da linha de combustível abaixo do normal, verifique o filtro de combustível. Poucas pessoas lembram de trocar esta peça na quilometragem especificada pelo fabricante o que pode provocar obstrução do filtro, dificultando assim a passagem do combustível e fazendo com que a pressão na linha fique alterada. Muito cuidado com este tipo de problema pois a obstrução deste filtro  pode levar a queima da bomba de combustível.
13- Entradas Falsas de Ar: Problemas como este pode provocar falhas no motor, mistura pobre, estouros no coletor de admissão, perca de potencia ou motor acelerado. Isto vai depender muito da estratégia utilizada pela U.C.E.  para calcular o tempo de injeção: ângulo de borboleta x Rotação, densidade x rotação, medição volumétrica e outros.
14- Fluxo de Gases no Escapamento: condições dos fluxos de gases de escapamento desfavoráveis, como no caso de um catalizador entupido pode diminuir consideravelmente o rendimento do motor e dificuldade para o motor abrir  giro.
15-Nível e Qualidade do Óleo Lubrificante: problemas como o excesso de óleo e a má qualidade do mesmo pode provocar uma carbonização excessiva da câmara de combustão, além de contaminar a sonda lambda prejudicando o seu funcionamento. Este tipo de defeito pode ocasionar a saída de fumaça pela descarga, falhas no motor e outros.
16- Conectores dos Sensores, Atuadores e Central: A oxidação, mal contato ou até mesmo o encaixe incorreto destes conectores pode provocar um isolamento elétrico e com isso o mal funcionamento destas peças. Os defeitos provocados por este tipo de problema podem variar de simples falhas elétricas até a problemas na partida.
17- Sistema de Arrefecimento: Problemas na válvula termostática, Tampa do reservatório e bomba d’água ou até mesmo o baixo nível de agua além de provocar super aquecimento no motor, pode ocasionar bolhas de vapor na região do sensor de temperatura da agua, fazendo com que o mesmo gere informações erradas para a U.C.E..
FIAT Uno Fire 2003: Eletroventilador não arma
18- histórico do Problema: É sempre importante levar em consideração o histórico do problema. Perguntas como: Foi após a instalação de um alarme automotivo? Foi após uma lavagem de motor? Foi depois de abastecer o carro? Como iniciou o Defeito? Este tipo de questionário pode ajudar você ou seu cliente a se lembrar da origem do problema. Garanto que uma simples conversa com o proprietário do automóvel vai te economizar tempo e trabalho desnecessário.
19- Pressão e Vazão da Linha de combustível: A  única forma de verificar o perfeito funcionamento do sistema de alimentação  de combustível é através do teste de pressão e vazão do combustível. Este teste é realizado com uma ferramenta chamada Manômetro. Problemas na linha de combustível podem causar, perca de potencia, falhas no motor, estouros no coletor, forte cheiro de combustível, consumo excessivo entre outros defeitos.
20- Sincronismo da correia Dentada: O perfeito sincronismo do motor é imprescindível para o bom funcionamento do mesmo. Quando há falta de sincronismo, pode existir o surgimento de vários defeitos como: marcha lenta irregular, baixo desempenho ou até mesmo a quebra do motor.
21- Distancia entre o Sensor de Rotação e a Roda fônica: a distancia entre estas duas peças deve esta entre 0,4 a 1mm. Quando esta distancia esta fora destas medidas o motor pode apresentar falhas, cortes intermitentes, dificuldades na partida e outros.
Palio Weekend 16v 99: Motor gira mas não pega
22-Mangueiras: Faça uma analise visual a procura de perfurações, obstruções e outros problemas nas mangueiras de: ar, combustível, agua, sensor MAP, regulador de pressão, corretores de marcha lenta, recirculação de gases e outras.
23- Sujeira e Carbonização: Peças como atuadores de marcha lenta, TBI’s, Bicos injetores, filtros, coletores de admissão, sonda lambda podem acumular sujeiras ou criar uma carbonização excessiva atrapalhando o seu funcionamento. Manter estas peças sempre limpas é muito importante para que o motor funcione corretamente.
24- Fuga de Corrente: Em muitos casos quando há o descarregamento da bateria automotiva o culpado é a fuga de corrente, que é a permanecia de algum consumidor elétrico do seu carro minando a carga da bateria aos poucos mas de forma continua. Aparelhos de som, alarmes automotivos, Rastreadores, módulos, luz de porta-malas são os maiores vilões, quando  assunto é fuga de corrente.
Alternador Automotivo
25- Fusíveis e Reles: Ao surgir algum defeito que provoque a inatividade de algum componente elétrico, sempre verifique os fusíveis e reles. Muitos defeitos elétricos podem ser resolvidos com uma simples analise dos fusíveis. Para isso sempre tenha em mãos o manual do proprietário para que você possa identificar qual o fusível  tem uma maior relação com o problema apresentado e onde ele esta localizado.
Dica Extra: Crie o habito de registrar todos os defeitos, falhas e serviços realizados no seu carro, pois isto pode ajudar muito na solução de problemas futuros.

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Japão criam vidro tão forte quanto o aço

A força do vidro é uma importante necessidade nos projetos arquitetônicos e no desenvolvimento de equipamentos e aparelhos eletrônicos.

Uma descoberta da equipe do Instituto de Ciência Industrial da Universidade de Tóquio vai revolucionar essas áreas. Os cientistas misturaram a alumina (AI2O3) com o dióxido de silício para o desenvolvimento de uma técnica à base de derretimento via lasers. Eles conseguiram produzir um vidro que, apesar de fino e leve, é tão forte e flexível quanto o aço ou o ferro.

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Vidro, Ferro e Aço em Três Lagoas.

A tecnologia pode ter um uso prático variado, desde a criação de produtos eletrônicos mais resistentes, como o vidro touch dos smartphones, monitores e automóveis, até o uso em edificações no geral.

vidro-smartphone

Infelizmente, a técnica ainda está em fase de testes e sua comercialização está prevista para daqui a cinco anos apenas.

Fonte: Huffpost, Gizmodo e Tecmundo

 

A embalagem ideal e o Neuromarketing

 

Branco ou preto? Quente ou frio? Qual sapato eu escolho? Com que roupa vou a festa? Deixo o cabelo solto ou preso? Qual gravata é mais bonita? Todas as decisões que tomamos – incluindo as decisões de compra – dependem de fatores emocionais, por isso, entender o inconsciente do consumidor tem se tornado cada vez mais importante para o desenvolvimento de produtos e de campanhas publicitárias mais assertivas.

Toda essa teoria é muito interessante, mas e na prática, como o Neuromarketing nos ajuda desenvolver produtos que vendem? Pensando nisso, a Forebrain escreveu um e-book sobre o Neuromarketing aplicado ao desenvolvimento de embalagens e aqui está um pequeno resumo do que você encontrará no nosso e-book:

O que o consumidor está sentindo? 

Criar uma ligação entre produtos e pessoas é muito importante, mas como fazemos para saber o que o consumidor está sentindo? Através de algumas técnicas de Neuromarketing, conseguimos decifrar não só o que o consumidor sente quando é exposto à uma embalagem, mas também o quão intensa foi a emoção.

A sua embalagem chama atenção?

Para descobrirmos, podemos testar os produtos a partir de duas abordagens que levam em consideração o potencial que uma embalagem tem de chamar a atenção dos consumidores ou através da simulação de ambientes de compra reais, analisando o comportamento do consumidor diante de situações de competitividade. Saber se uma embalagem chama atenção nos ajuda a desenvolver produtos mais atraentes e também a potencializar as vendas através da organização do PDV.

Para onde o consumidor está olhando e o que ele entendeu?

Essa é outra dúvida muito comum na hora de desenvolvermos uma embalagem, que pode ser respondida com ajuda de ferramentas neurocientíficas associadas a uma entrevista. Entender quais são os elementos mais visualizados de uma embalagem e como eles foram interpretados pelo consumidor é fundamental para nos destacarmos da concorrência.

O que a embalagem transmite para os consumidores?

Qualquer que seja o estímulo a que uma pessoa é exposta, ele ativa redes associativas, que podem ser inconscientes. Tentando explicar de uma forma bem simples: um estímulo acaba ativando vários atributos que estão associados a ele. Esses atributos ativam outros atributos, que ativam outros atributos e todos eles formam uma rede. Entendeu? Não se preocupe, nós entendemos as técnicas de associação muito bem e conseguimos avaliar qual é a percepção implícita que o consumidor tem da sua embalagem e da sua marca.

Quanto o seu produto vale?

Seu produto só será escolhido pelo consumidor apenas se o seu valor for percebido como justo (só para lembrar, valor não é a penas o quanto o produto custa, mas sim, uma avaliação subjetiva de muitas características). Você sabe qual é o valor que o consumidor percebe em sua embalagem? O Neuromakreting pode te ajudar a descobrir…

Existem muitas ferramentas do Neuromarketing que são capazes de avaliar e otimizar o desenvolvimento de embalagens, cada uma adequada a um tipo de problema e a uma etapa do desenvolvimento. Atualmente somos capazes de analisar até mesmo produtos que ainda estão na fase de ideação – isso mesmo, conseguimos medir a resposta emocional que o consumidor tem quando imagina um produto que nem sequer foi criado!

INOVANDO NA NOVA ONDA DA TAPIOCA!

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Nova embalagem

 

As ofertas de produtos da feira estavam muito alinha-das às novidades e tendências observadas nas grandes feiras mundiais do gênero, a maioria com grande apelo à saúde com produtos brindando saudabilidade, boa forma, músculos, corpos “sarados” e bronzeados.

Havia sucos e bebidas com novos ingredientes antienvelhecimento, outros para aumentar a imunidade ou melhorar a digestão ou o sono, entre tantas opções. A WOW, por exemplo, apresentou um suco à base de cranberry, fruta muito comum nos Estados Unidos. A Natural One apostou no lançamento de sucos à base de vegetais, como os europeus.
Empresas como Forno de Minas e Maricota ofereceram produtos como pão de queijo integral, gourmet e fit, alinhados às preocupações com bem-estar e bem-viver. A Flormel lançou propostas de embalagens de brigadeiros e de cranberries cobertos com chocolate em stand up pouchs com zíper, propiciando pequenos prazeres relacionados à conveniência.
A maior surpresa foram as variantes da nova preferida da vez: a tapioca. Eram muitas empresas lançando diversos produtos, de farofas a doces.
Uma proposta muito interessante foi a da linha Tapiocando, da Mani, do interior paulista, que trouxe barras de tapioca no mesmo formato de outras barras, fáceis de carregar e com vários sabores diferentes entre doces e salgados: saúde para levar na bolsa e comer a qualquer hora.
Para o preparo doméstico, apresentaram embalagens de tapioca em porções unitárias, perfeitas para apenas uma “panqueca de tapioca”. Os cartuchos com design gráfico caprichado con-têm quatro pacotes unitários em embalagens flexíveis a vácuo. Dessa forma, permitem um ex-celente shelf life. Para famílias maiores há a opção de caixas com 24 pacotes de porções unitárias em embalagem flow pack, que também podem ser compradas separadamente.
O estande da empresa recebeu muitos visitantes interessados nas novas propostas. Assim, quem inova em produto e embalagem sai na frente e vence!

E você o que achou sobre essas inovações da Tapioca?

Deixe seu comentário.

Fonte: Clube da embalagem

A importância das embalagens para a competitividade internacional

No cenário internacional, onde a marca não é conhecida, não há campanha na televisão, promotores, nem ações nesse sentido, a embalagem é a ferramenta de marketing da empresa. Tão importante quando a embalagem primária a de transporte, pois é a que garante a integridade da primeira.
Em cada situação, a venda de produtos de consumo, qualquer que seja o canal (supermercados, pequenos empórios, lojas de conveniência, internet ou catálogo), a embalagem é um instrumento de comunicação. Ela não só traduz a alma do produto e explica seu desempenho e função, como também entrega uma promessa, que faz com que o consumidor se emocione em alguma medida e decida pela compra desse produto em detrimento a tantos outros similares ou concorrentes.
No exterior, onde a marca não é conhecida, não há campanha na televisão, promotores, nem ações nesse sentido, a embalagem é a ferramenta de marketing da empresa. É o principal recurso para contar toda a sua história e encantar o cliente, o qual faz questão de ser informado e inspirado, tentado e mimado por funções surpreendentes e convincentes, emoções e impressões multissensoriais.
Assim é influenciada a vida dos consumidores de muitas áreas, classes sociais, culturais e grupos de idade diferentes. Ciclos de tendências estão ocorrendo como resultado de ondas econômicas, bem como o progresso tecnológico e o desejo de aceitar as inovações e novas ideias. Dessa forma, é necessário tomar alguns cuidados com as embalagens, sobretudo as para exportação:
1) Hábitos e costumes do novo público: é importante entender como e por que esse novo público compra e adequar-se aos modelos de consumo, mas sem perder a essência;

2) Aparência atraente, distinta e inconfundível: o destaque é o cuidado com a impressão, ou seja, procurar ir além e surpreender utilizando efeitos especiais de acabamento. Os consumidores percebem, em particular os mais jovens. É preciso se destacar no ambiente competitivo monótono;

3) Design: a forma e a cor falam diretamente ao coração. Uma vez que emocionar, ganhará o racional. O belo emociona e faz as pessoas felizes. Estética equilibrada é de importância central na gôndola;

4) Funcionalidade: é necessário atender a questões de proteção, shelf life, conveniência, saúde, segurança e sustentabilidade desde a compra, passando por transporte, armazenamento, uso, até o descarte. Atentar-se para atributos que gerem conforto, praticidade de abrir e refechar, porcionamento, que forneçam janelas de visualização, enfim, algo que possa ser relevante num mercado onde o produto é novo. Nesse sentido, a linguagem Braille, o uso de material certificado (no caso de papelcartão) e a correta rotulagem ambiental internacional são fundamentais;

5) Inovação: investir em novas tecnologias é uma grande oportunidade de diferenciação e posicionamento das marcas. É importante mostrar que a empresa conhece e investe para tornar a vida dos consumidores melhor e mais divertida. Ser original e pioneiro conta muitos pontos. Como observa Ed Marra, CEO da Nestlé Canadá: “Inovações abrem espaço para elevar o preço e ampliar as margens de ganho, uma vez que o consumidor irá reavaliar a relação custo-benefício do produto em questão”;

6) Recursos multissensoriais: qualquer pessoa é atraída quando vários de seus sentidos são ativados (visual, olfativo, tátil e até mesmo o auditivo), por isso é essencial investir nesse aspecto;

7) Posicionamento Premium: verificar se a categoria e o produto permitem. Se for viável, preparar uma estratégia especial. Avaliar se é melhor ter uma segunda marca, uma extensão de linha ou revitalizá-la. Lembrando que produtos em embalagem elegante estão presentes em produtos populares também;

8) Benefícios adicionais em embalagens de sucesso: combinar o que é agradável com o que é funcionalmente útil. Por exemplo, uma embalagem que sirva como um presente, ou que contenha componentes de entretenimento, ou simplesmente se transforme em outra coisa após o produto ter sido consumido. Usar o QRCode ou Datamatrix e levar seu consumidor para visualizar um vídeo também é uma possibilidade simples e com custo mínimo. Muitos produtos nos Estados Unidos e Europa já aderiram a esse recurso. Assim, dependendo da categoria (biscoitos, por exemplo), é algo obrigatório. É conhecido como Food 2.0;

9) Cuidado e proximidade com o novo cliente: se, por exemplo, o país de destino for de língua inglesa, o mínimo que se deve fazer é ter a embalagem adequada para tal público, usando o idioma e as expressões desse mercado. Utilizar ícones e desenhos no verso ao explicar o modo de preparo também é recomendável, pois facilita o momento do consumo, promovendo a recompra;

10) Especial atenção à embalagem de exposição: utilizar os displays e a embalagem de transporte, pois além de providenciarem que a embalagem primária chegue bem ao destino, é um investimento importante para a competitividade final do produto. Lembrando que o produto viajará uma longa distância e será muito manuseado;

11) Valorização do produto nacional: o Brasil está em alta, é considerado um país alegre e amigo, portanto é essencial demonstrar que o produto é brasileiro através de ícones culturais, artísticos e autênticos.
Detalhando um pouco mais esses pontos, quando se fala em “investigar hábitos e costumes”, significa que é necessário entender um pouco sobre o novo consumidor, visto que a cultura e as condições sociais alteram substancialmente a forma de um povo se relacionar com a alimentação como compra.
Há códigos de cores a serem respeitados em cada país. As categorias de produto são dispostas diferentemente, assim como as embalagens: na Rússia, por exemplo, as balas e chocolates têm um tipo de fechamento único; na Letônia, os sorvetes de massa são embalados em embalagens flexíveis, assim como o leite em grande parte do Leste Europeu; na África do Sul, as sardinhas em conserva são acondicionadas em latas cilíndricas; na Ásia, os preservativos vêm em embalagens idênticas às de cigarros, provocando inclusive situações engraçadas e por vezes constrangedoras; nas ex-repúblicas soviéticas, as cores predominantes para cafés são verde e azul, enquanto na América Central são vermelho e marrom.
Observando outros aspectos do consumo, é possível encontrar oportunidades para os produtos. Na SIAL, feira importante que acontece bienalmente na França, a TNS, consultoria que desenvolve estratégias de crescimento nas áreas de inovação e desenvolvimento de novos conceitos, produtos e/ou serviços, desenvolvimento de marca e comunicação, apresentou um estudo sobre hábitos alimentares com os seguintes dados:

• Quantas e quais refeições cada povo faz;
• Qual o significado de alimentação para cada um;
• O que significa se alimentar bem para eles;
• Como compreendem os riscos envolvidos na alimentação; e
• Qual sentido da inovação os interessa.
Os resultados foram tabulados. Como esperado, nos Estados Unidos a alimentação tem como drive principal: a necessidade (ou funcionalidade); na França, a busca é por prazer; já os espanhóis consideram a questão da sociabilidade. Em cada país há um aspecto preponderante, além de hábitos, costumes, linguagens de categoria e seus claims ou atributos relevantes.

 

Outra informação da pesquisa demonstrou que:
• 55% fazem ao menos uma refeição fora de casa, sendo:
– 45% na escola ou no trabalho;
– 39% em restaurantes, cafés, fast foods e outros;
– 9% em atividades de lazer, como cinema e teatro.
Com isso, já é possível concluir que existe a oportunidade de entregar alimentos processados nos Estados Unidos, em embalagens práticas, para serem consumidos na escola ou no trabalho. Já na França, o ideal é ter embalagens com mais appetite appel; e, na Espanha, pacotes que considerem o compartilhamento.

 

Nota-se também que o consumidor se sente inseguro em relação ao que consome, entre eles:
• 93% dos chineses que vivem em áreas urbanas;
• 59% dos franceses;
• 55% dos russos que vivem em áreas urbanas;
• 44% dos alemães; e
• 39% dos americanos.
Para atendê-los, é preciso providenciar embalagens seguras, bem seladas, que tenham shelf life adequado, possam ser refechadas, evidenciem violação e tenham tabelas de ingredientes claras.

 

As principais preocupações dos consumidores entrevistados foram:
• obesidade (78%);
• colesterol (75%);
• diabetes (58%);
• envenenamento (57%);
• disfunção cardiovascular (56%);
• pressão alta (51%);
• alergias (49%).
Dessa forma, é fundamental detalhar na embalagem:
• ingredientes;
• origem;
• outras informações de segurança pertinentes;
• modo de usar ou preparar de forma clara, se possível utilizando ícones (desenhos).
Em relação à questão da inovação das embalagens, conta ponto quem investir em:
• aumento da preservação dos produtos;
• demonstrar autenticidade;
• entregar conveniência;
• diversificar sabores e apresentação.

Na era do Marketing 4.0, cumpre lembrar quatro pilares na concretização de um modelo vencedor: Relevância, Atratividade, Conveniência e Apelo emocional.
Alguns exemplos são:
Nos Estados Unidos, a Quaker vende cereais para o café da manhã em potes, o que promove a dispensa de utensílios domésticos e o desjejum em qualquer lugar: basta adicionar água ou leite. Além disso, o produto vem completo, com frutas, por exemplo, e com muita diversificação, em vários sabores.
Outro exemplo é a linha de biscoitos cream craker com sementes de linhaça, da Doctor of the Kitchen®, em dois sabores diferentes. Os atributos destacados mostram que se trata de um produto feito a partir de sementes orgânicas, sem glúten, mencionando as quantidades de proteínas, fibras e Ômega 3. A produção fotográfica impecável garante atração no ponto de venda.

 

A relevância das embalagens de transporte no jogo internacional
Após cuidarmos e adequarmos as embalagens primárias, temos de analisar as secundárias, já que cabe a elas preservar as primárias, de forma que possamos entregar ao consumidor o que foi proposto.
Até chegar ao ponto de venda, a embalagem final irá passar por várias etapas, incluindo movimentações e estágios de estoques em ambientes diversos, que podem danificar os produtos.

 

Para vencer todos os manuseios e transportes, é preciso planejar as embalagens de transporte.
Muitas empresas acreditam que podem utilizar para exportar a mesma embalagem de transporte usada no mercado interno. Existem pontos no fluxo de uma exportação aos quais as embalagens empregadas no mercado interno não resistem. Por exemplo, um conjunto de várias caixas sobre um palete de madeira pode chegar ao destino completamente destruído. O manuseio inadequado, a forma de armazenar o conjunto da embalagem e um material da embalagem com baixa resistência são fatores que podem danificar a embalagem durante o fluxo logístico.
Outras empresas creem que desenvolver uma nova embalagem de transporte para exportação implica assumir novos custos desnecessários. Porém, antes de tomar essa decisão, deveriam verificar o estado em que seus produtos chegam ao destino sem as embalagens de transporte desenvolvidas corretamente.
Uma embalagem de transporte desenvolvida com critérios bem definidos, cujos pontos críticos do fluxo logístico são avaliados, pode ser o diferencial nos resultados positivos de um processo logístico.
Veja no quadro a seguir a relação entre custo de uma embalagem e os benefícios de um bom desenvolvimento. É importante considerar as despesas envolvidas em um processo de troca de um produto que chega ao destino danificado.

 

Fonte: Magda Cercan Garcia
Fonte: Magda Cercan Garcia

 

A caixa de papelão sobre palete de madeira é o sistema mais usado em embalagens de transporte.
Por essa razão, apresentamos a seguir algumas informações importantes sobre papelão ondulado.
Na tabela a seguir temos os principais tipos de papelão ondulado e espessuras de ondas:

 

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Fonte: ABPO

 

Além dos tipos de ondas e das composições com a união de duas ou mais ondas (duplex ou tríplex), as características físicas variam com a utilização de fibras virgens ou recicladas.
Esse material tem suas características modificadas dependendo das condições do ambiente, portanto é necessário fazer várias avaliações antes de escolher a qualidade do papelão ondulado.
Por isso é muito arriscado implantar embalagens sem conhecer o fluxo logístico aplicado para o produto, bem como utilizar a mesma embalagem para produtos diferentes ou para um mesmo produto com sistema de distribuição diferente.
O tempo que as caixas ficam estocadas no armazém, as condições atmosféricas do local e a forma como as caixas estão posicionadas influenciam na resistência delas. A umidade relativa do local em que a embalagem está armazenada também é importante.

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Fonte: Manual da FBA – Associação Americana dos Fabricantes de Papelão Ondulado.

 

À primeira vista, os dois materiais seriam aprovados nos testes, o que poderia levar à escolha do papelão ondulado com fibras recicladas para embalar o produto, devido ao custo menor. Porém, dependendo do fluxo logístico, verificamos que esse material não resistiria até o final do processo, devido a influencia da umidade relativa do ambiente.
Manuseio e movimentação
As embalagens de transporte devem ser planejadas de forma a terem o mínimo de manuseio possível. Pensando nisso, a utilização de paletes é uma prática bastante importante. Uma vez posicionada a carga sobre o palete, as movimentações são feitas através de equipamentos como paleteiras ou empilhadeiras. Além de evitar manuseios e riscos de danos à embalagem e acidentes com os operadores, a movimentação se torna rápida e eficiente.
Portanto, devemos escolher com atenção o tipo de palete, principalmente as entradas para os garfos dos equipamentos. Essas entradas devem atender aos equipamentos de todos os estágios em que a embalagem tiver de ser movimentada. A falta de atenção nesse item pode gerar custos de transbordo do material manualmente para outro palete e perda de tempo.
Assim, para termos sucesso e sermos competitivos, devemos pensar desde o conceito da solução escolhida, passando pelos vários atributos da embalagem primária, cuidar da embalagem de transporte, ter atenção aos aspectos da legislação e rotulagem ambiental, até termos uma embalagem melhor, e: Embalagem melhor promove um mundo melhor.
Se quiser mais informações e fotos dos produtos, é possível obtê-las no site: www.clubedaembalagem.com.br.

 

Créditos:
*Assunta Napolitano Camilo: Diretora da FuturePack – Consultoria de Embalagens e do Instituto de Embalagens – Ensino & Pesquisa.
Articulista, professora e palestrante internacional de embalagens. Recebeu diversos prêmios, entre eles o de Profissional do Ano e o de Melhor Embalagem do Ano.
Coordenadora dos livros: Embalagens Flexíveis; Embalagens de Papelcartão; Guia de embalagens para produtos orgânicos; Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas & Sustentabilidade, entre outros.
Diretora do Kit de Referências de Embalagens e da obra Better Packaging. Better World.

 

*Magda Cercan Garcia: Coordenadora do núcleo de embalagens de transportes do Instituto de Embalagens. Gerente da FuturePack, Consultoria de embalagens.
Tecnóloga Mecânica em Processos de Produção e Projetos de Máquinas, pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC – UNESP). Trabalha na área de logística e desenvolvimento de embalagens há mais de 25 anos.
Atuou em empresas como IBM, Continental Produtos Automotivos e Robert Bosch. Experiência em projetos de embalagens de transporte e soluções para movimentação, aprovisionamento, manuseio e armazenagem.
Co autora dos livros Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas & Sustentabilidade, entre outros.
Organizadora da obra Better Packaging. Better World.

Onde fazer limpeza dentária? Qual a sua importância?

Manter a saúde bucal é muito importante para prevenir problemas odontológicos. A limpeza dentária feita em consultório, por um profissional, faz muita diferença, remove o cálculo (tártaro) e placa bacteriana, prevenindo assim cáries e outras doenças como a gengivite e periodontite.

Gostou? Confira algumas dúvidas frequentes:

Como é realizada a limpeza em consultório?

Ela é realizada com um aparelho de ultrassom, jato de bicarbonato e instrumentos manuais que removem o tártaro e a placa bacteriana de uma forma que a escovação cotidiana não consegue. Depois, o profissional faz a aplicação de flúor que diminui a sensibilidade dos dentes.

Como remover a placa bacteriana no dia a dia?

É primordial realizar a correta higienização sempre após cada refeição, empregando uma excelente técnica de escovação dos dentes, uso correto do fio dental e a higienização de língua. Em alguns casos também é indicado o uso de enxaguatórios bucais.

Limpeza para pessoas com dentes sensíveis

Não há dor, podendo haver um pequeno desconforto que é minimizado empregando uma excelente técnica. Dependendo do caso é possível solicitar a aplicação de anestesia.

Qual a frequência da limpeza profissional?

A frequência mínima recomendada é a cada seis meses, mas pode ser feita a cada três meses nos casos de pacientes que acumulam muito cálculo (tártaro). Em alguns casos, como por exemplo, em pacientes com dificuldades motoras, é recomendada a visita uma vez ao mês.